Aviso: este post contém spoilers leves de "A máquina do tempo" (H. G. Wells), spoilers médios de "O fim da eternidade" (Isaac Asimov) e spoilers pesados da trilogia "Back to the Future" (Robert Zemeckis).
A possibilidade de viajar no tempo foi um dos maiores alimentos para criação de obrasliterárias, dentre as quais algumas falharam miseravelmente e outras tornaram-se obras-primas. É, também, anterior à ficção científica, nutrida pela mágica e pelo sobrenatural. Um exemplo é "Um Cântico de Natal" ("A Christmas Carol", Charles Dickens), em que fantasmas eram responsáveis por levar Scrooge, sem seu consentimento, para seu passado e futuro.
Introduzida na ficção científica por H. G. Wells em "A máquina do tempo", a viagem temporal neste instante deixou de ser algo sobrenatural e tornou-se algo palpável e sob controle. No entanto, a viagem do livro é apenas de ida e volta para um futuro muito distante, dividido entre os Elói e os Morlock. Anos mais tarde, começariam a chegar as primeiras histórias em que o passado seria explorado e, conforme a possibilidade, reescrito, e isso alimentou ainda mais a cabeça de escritores e roteiristas; entre eles, Bob Gale, o responsável por solucionar a trilogia "Back to the Future", de Robert Zemeckis.Back to the Future, por sua grandiosidade, dispensa apresentações. Dentre várias qualidades, uma delas é a de ser um caso à parte sobre evolução e resolução de personagens: todos são bem resolvidos em meio a uma trama de eventos que aconteceram e que ainda vão acontecer, e ficam muito poucas pontas desamarradas na história. Ao longo de três filmes, Marty McFly tem sua pequena dose dos fantasmas de Scrooge, vendo como foi o passado de seus pais, o futuro de seus filhos e a lição que deveria aprender para que seu futuro não fosse o presente ao qual seu pai estava fadado antes da virada do primeiro filme.
(Aviso: ao clicar para ver o restante do texto, haverá spoilers pesados dos filmes e do livro. Se não os viu, você é um maluco vá vê-los agora!!)











